São dois documentos diferentes, complementares. Antes de começar, escolhe qual você quer construir (ou os dois).
| Voice Guide | Brand Voice | |
|---|---|---|
| Sujeito | Uma pessoa | Uma marca / empresa |
| Pergunta que responde | “Como o EU comunico?” | “Como a EMPRESA comunica?” |
| Origem | Empírica — extraída de mensagens reais que você já mandou | Estratégica — definida pela liderança + marketing |
| Conteúdo | Léxico pessoal, gírias, ritmo, anti-padrões, modulação por contexto | Posicionamento, promessa, tom institucional, termos oficiais |
| Quem usa | IA que fala em SEU nome (WhatsApp pessoal, e-mail seu, automação do dono) | Qualquer um que escreve em nome da empresa (vendedor, SAC, marketing, blog) |
| Quando construir | Quando você é a marca (ex: especialista, CEO visível, infoprodutor, consultor) | Quando a empresa tem equipe falando em nome dela em vários canais |
| Atualização | A cada 6-12 meses (a voz evolui) | A cada repositionamento ou onda de contratações |
Cenário: agência de marketing digital com 1 dona (a Bruna) e 3 designers.
Voice Guide da Bruna (pessoal):
Brand Voice da Agência (institucional):
Mesma pessoa, dois documentos. A Bruna pode mandar “kkk show, fechou” no WhatsApp dela (Voice). A Agência vai postar “Sabemos que cada marca tem sua identidade — por isso oferecemos…” (Brand).
Empresa pequena de 1 pessoa onde a marca é o próprio dono:
Aí Voice ≈ Brand. Você constrói 1 doc só (recomendo começar pelo Voice — sai mais natural por ser empírico).
Comece pelo Voice Guide se:
Comece pelo Brand Voice se:
Construa os dois se você é dono + tem equipe + quer que cada canal soe coerente.
Próximo: 01-coleta.md — como reunir o material bruto.